Oficializando um adeus.

10:46:00 da manhã

Eu enrolei mil vezes pra deletar isso aqui e por outras cem vezes eu desativei, mas acabei voltando. Porém, dessa vez não tem volta. Eu fiz o Bobeiras há exatos cinco anos atrás e nem preciso dizer que MUITA coisa mudou e isso aqui já não tem mais a minha cara. Por mais que eu mude layout, faça postagens diferentes, eu simplesmente não me encaixo mais aqui. Clicando no arquivo dá pra perceber as diferentes fases desse blog, mas cheguei em um momento da minha vida em que eu preciso de algo novo pra tentar voltar a postar, porque eu sinto uma falta tremenda de ter um lugar pra escrever. Como boa estudante de Letras, boa parte das minhas emoções transbordam em palavras, e eu já não me vejo fazendo isso aqui no BE.
Agradeço a cada um dos seguidores e também àqueles que não estão ali, mas visitaram esse cantinho. Mas infelizmente, o Bobeiras Egocêntricas termina sua vida útil por aqui.

Um beijo,
Tuane C.

câmera analógica

Minha primeira experiência com a Diana Mini!

3:52:00 da tarde


Para quem acompanha o blog, não é novidade que sou apaixonada por fotografia! E da mesma maneira que adoro fazer uma pose, eu também me sinto realizada em estar do outro lado da lente, com uma câmera na mão e mil ideias na cabeça. Pois bem, não faz muito tempo consegui realizar o sonho de comprar a minha primeira câmera da Lomo, a Diana Mini. 
A Diana Mini é uma câmera pequena, que funciona normalmente com filme 35mm e possui controles manuais bem legais, que permitem longas exposições e também o half-frame. Pra quem não sabe, essa é uma das marcas da Diana Mini. O half-frame permite que você tire duas fotos no mesmo quadro, ou seja, ao invés de uma, você tem duas fotos no mesmo espaço. Confesso que além de achar a ideia genial, eu também sou olho-grande e vejo nessa função a possibilidade de aumentar o número de fotos em um único rolinho de filme. (Com essa história de câmera digital, quem consegue registrar tudo em apenas 36 poses? rs)

Meu primeiro filme usado foi um da kodak de iso 200. Depois de tomar uma surra para fazer a bendita câmera funcionar, eu tirei fotos aleatórias e até bem idiotas, porque tudo que eu mais queria era revelar o filme e ver se estava tudo nos conformes. Até porque, comprei a câmera de outra pessoa no grupo do Lomogracinha, então enquanto não visse a coisa funcionando, eu não ia sossegar.
Mesmo clicando a torto e a direito, consegui reservar as últimas poses para minha viagem de carnaval (Minas Gerais) e, infelizmente, apenas 16 fotos saíram. Porém, acho que a culpa deve ter sido do laboratório que coloquei o filme para revelar. Foi um lugar bem simples, desses que faz revelação automática e nenhuma foto veio em half-frame, sendo que tenho certeza de que, no mínimo duas das que saíram, deveriam estar desse jeito.
Tirando as complicações e a minha falta de experiência, eu fiquei MEGA feliz com o resultado! Acredito que as melhores fotos foram reveladas e estou, simplesmente, encantada com essa câmera!!










Espero que tenham gostado do resultado tanto quanto eu!!!
Beijos de uma aprendiz de fotógrafa muito empolgada! (:

Assuntos Literários

Me rendi e me apaixonei :: Jogos Vorazes

1:10:00 da tarde


Quem nunca se apaixonou por um best-seller, que atire a primeira pedra! Não que eu tenha algo contra, mas eu meio que sempre tive uma falta de interesse por essas histórias mais populares, e a maioria das que eu gosto, conheci antes de estourarem. Não é querendo dar uma de "fã de verdade", não. Até porque eu acho que cada um deve ler o que gosta e acabou. Mas meu interesse por Jogos Vorazes nasceu de forma muito sutil e eu não imaginava que gostaria tanto da história! Suzanne Collins - autora da saga, entrou para minha lista de favoritos assim que terminei o primeiro volume da trilogia!

No primeiro volume que dá nome à saga, Suzanne conta a história de Panem, uma nação dividida em 12 distritos que têm seus habitantes controlados à mão de ferro pela Capital e que todo ano precisam vivenciar os Jogos Vorazes: uma espécie de torneio onde dois tributos de cada distrito são jogados em uma arena para lutarem pela sobrevivência até que apenas um dos tributos fique vivo.
Como se não fosse criativo o suficiente produzir toda uma história com uma crítica social muito bem elaborada, Suzanne ainda consegue arrancar suspiros e lágrimas com um romance delicioso vivenciado pela protagonista Katniss, que ganha o coração de todos os leitores por ser uma menina extremamente forte, inteligente e, ao mesmo tempo, doce e sensível.
Jogos Vorazes é daquele tipo de livro que eu adoro: prende do começo ao fim com um desfecho inacreditável e surpreendente!

Eu não tenho nenhuma observação negativa para fazer sobre esse livro! E há anos eu não leio uma coisa tão boa assim! O vocabulário é ótimo, não sendo nem muito simples, nem muito rebuscado; o enredo da história é maravilhoso e bem diferente, e o desenvolvimento não deixa a desejar em parte alguma! Todos os elogios que a autora recebe são merecidos! 

Já comecei a ler a sequência (Em Chamas) e a cada página virada fico ainda mais apaixonada! Dei 5 estrelinhas na minha avaliação do Skoob e daria mais se fosse possível! 

Beijos de quem fez esse post correndo para continuar a ler os livros! rs

amor

Plano de ação 2014 - Parte I

3:51:00 da tarde

 Vou te contar o que aconteceu com a gente, meu bem. É fácil e simples de compreender mesmo depois de tantas voltas e incertezas. 
É que eu cansei. 
Sim. Apenas cansei. 
Cansei de não poder sonhar, fazer planos. Cansei de te olhar de longe, observar seu sorriso em silêncio e não poder te dizer o quanto eu gosto do som da sua risada e de como acho fofo o jeito que você pisca enquanto ri. Cansei de repetir toda noite, como uma espécie de mantra, que era tudo apenas uma brincadeira e que você é completamente maluco. Cansei de procurar explicação pro seu excesso de atenção comigo e de me policiar para não acostumar com o seu carinho. Cansei de olhar as suas fotos e não suspirar, não querer levar uma comigo para qualquer lugar. Tudo isso porque eu não sabia o que sentir por você. Cansei de não poder me apegar, independente de querer ou não fazer isso. Quando a briga é comigo, é sempre mais fácil. 
Eu simplesmente cansei de não poder te ligar, te mandar uma mensagem e de precisar me policiar em todo e qualquer movimento. Cansei dessa história cheia de pontos de interrogação e espaços. Cansei de achar que um dia entenderia tudo, sabendo que jamais encontraria uma explicação sincera. Cansei de saber que, enquanto você me transformava em mais um dos seus erros e se justificava no pensamento machista de ser homem, eu ficava aqui, cheia de caraminholas na cabeça, saudades no corpo e machucados no coração.

Assuntos Literários

Nem tão melhor escrito do que 50 Tons de Cinza :: Profundamente Sua

8:05:00 da manhã


Decepcionante! É apenas essa a palavra que descreve as 250 páginas do segundo volume da Série Crossfire, escrita por Sylvia Day.

Depois que resolvem continuar o relacionamento, mesmo com todos os traumas e perigos, Eva Tramell e Gideon Cross passam por várias turbulências sem sentido e por um mela-calcinha desmedido. A cada dez páginas a autora faz questão de lembrar o leitor de que o casal se ama, mas que a resistência de Gideon em se abrir com Eva acabará com a relação dos dois. Os pensamentos de Eva são extremamente repetitivos e as ações do "moreno perigoso" cada vez mais difíceis de entender. O pior de tudo é que se passam quase cem páginas para que alguma coisa comece a acontecer de fato, e quando você acha que a história finalmente vai andar, aparecem mais cem páginas de pura enrolação banhada em carência, só pra mostrar que a bonitona precisa confiar mais no seu gostosão enquanto ele resiste em contar seus problemas passados e atuais para ela. 
De forma meio confusa, Sylvia Day narra a busca de Eva pelas verdades sobre o dono das empresas Cross, demonstra o amor e a obsessão dele pela mocinha e traz à tona o grande vilão do passado de Eva (Nathan) e também o seu relacionamento cheio de luxúria com o vocalista de uma banda de rock nada atraente - pelo menos aos meus olhos.

Eu nem tenho muito o que escrever sobre esse livro, apenas preciso enfatizar que foi extremamente decepcionante ver uma escrita boa se transformar em algo tedioso e cansativo. E já que desde o início eu faço uma comparação explícita com a obra de E.L. James, é necessário deixar claro que, por mais ingênuo(?) que seja, Cinquenta Tons de Cinza consegue te prender pela curiosidade e tem uma certa emoção, mesmo que seja incompreensível a existência da Deusa Interior e das idiotices cometidas por Anastasia.

Profundamente Sua poderia ser resumido em cinquenta páginas, assim como pode ser classificado com apenas 3 estrelinhas no Skoob, porque tirando toda a enrolação e a falta de inovação no cotidiano do casal (principalmente nas cenas de sexo), o pouco andamento da história fez sentido.

Um beijo de uma leitora que procura desesperadamente um livro arrebatador. 

Eu não sei e ninguém sabe.

8:17:00 da tarde

 Descobri, com aquele nó teimoso na garganta, que pior do que amar e não ser correspondido é não saber o que se está sentindo. Pior do que chorar noites inteiras e morrer de ciúmes até do travesseiro que está acomodando aqueles fios tão gostosos de puxar, é não saber bem o motivo das lágrimas que molham a sua própria fronha. Pior do que saber que ele jamais será seu, seja por qual razão for, é não querer que ele esteja com você e também não estar satisfeita por ele simplesmente te esquecer. É terrivelmente mais doloroso se perguntar porque esse bendito nó não sai da sua garganta e nem imaginar a resposta, do que saber que você está terrivelmente apaixonada por uma pessoa que caga e anda pra sua existência. É mais difícil aguentar a indiferença que acaba por sempre se importar com alguma coisa, do que ter que catar os cacos do seu coração partido. É difícil andar no escuro quando não se faz a menor ideia de onde os móveis estão, quando ninguém sabe quem os colocou ali e qual o critério usado.
Quem nunca tentou montar um quebra-cabeça e se pegou paralisado de surpresa e completamente lotado de dúvidas ao olhar a imagem que deveria se formar e descobrir que não era o que estava imaginando? E eu tenho certeza que as coisas pareciam claras em vários momentos, mas ao ver que peças estavam perdidas tudo ficou extremamente confuso. Seriam flores ali na pintura? Ou será que apenas borrões? Facas? Manchas de sangue no lugar de lindas rosas vermelhas? 
O problema é não saber, não entender, não compreender e não achar sentido nem nas respostas mais negativas. Claro. Até as negativas devem ser consideradas. Afinal de contas, de mocinha romântica eu tenho apenas os sonhos e um pedacinho remendado de coração. Mas se nem as piores hipóteses chegam a fazer algum sentido, no quê acreditar? 
Se já tentei esquecer e seguir em frente? Mas não há pergunta mais óbvia de resposta afirmativa! E funciona, de certo modo, a cada dia. Porém há sempre aquele nó na garganta, que vai diminuindo aos pouquinhos, e que sempre volta pra me atormentar de interrogações e não me deixar com outra reação a não ser derramar fluidos e permanecer perdida, sem respostas, sem entender, sem compreender.
Eu sei que não era amor. E pior do que não ser amor é nem imaginar do que se tratava.

ano novo

O que tem de tão especial no Ano Novo?

4:46:00 da manhã


Não, minha vida não irá simplesmente melhorar após as doze badaladas do relógio e nem meus sonhos se realizarão por causa da virada do calendário, mas convenhamos, todo mundo adora cheirinho de coisa nova. Seja um livro, uma roupa, tinta fresca... Novidades sempre dão aquele friozinho na barriga e fazem muita gente grande se morder com aquela ansiedade contida típica de criança quando abre embrulho de presente. 
Ah! Então é isso! É a novidade! É a criação de expectativas, a sensação de que temos mais uma chance para fazer o que ainda não conseguimos. É aquela recarga na esperança de que os dias serão mais coloridos, de que aquele seu projeto finalmente vai sair do papel e que, quem sabe, a sua listinha desse ano terá mais acertos do que rabiscos. Sim, aquela listinha que você faz no início de cada ano e que traz tanta dor de cabeça no decorrer dos 365 dias, porque você não vê como vai fazer aquilo tudo acontecer, mas acaba descobrindo que era mais fácil do que parecia. Sempre parece ser mais fácil. Tem que ser assim. A novidade tem que dar essa sensação mesmo, de que vai ser melhor, vai acontecer, vai... AGORA VAI! 
Pra quê pessimismo nessas horas? Pra quê ficar pensando que no primeiro dia do ano tudo vai estar exatamente do mesmo jeito? E se estiver do mesmo jeito? Essa sua vida está assim tão ruim? Mas e se você resolver diferenciar? Se fizer desse primeiro dia do ano um momento para marcar uma nova fase? Procurar olhar as coisas de outro jeito, com mais sorrisos, já não é uma mudança? Já não marca um novo ciclo? 

textos

Perder sem nunca ter ganhado significa não perder nada.

11:18:00 da manhã

Fiz de você morada para tantos sentimentos afoitos, loucos por liberdade e perdidos na solidão. Tentei me encontrar nos teus braços já atados, nos teus lábios duvidosos e nas suas mãos marcadas e acabei por me perder nas doces e enganosas sensações de ter alguém olhando pra mim. Tapei os olhos, atei as mãos, engoli o choro e tranquei a garganta na vã tentativa de sobreviver de migalhas e descobri, mais uma vez que eu não me contento com metades e não sei viver sem o bendito "carpe diem".
Hoje voltei a procurar pelos meus sorrisos, listar meus sonhos e encontrar satisfação no meu próprio reflexo. Decidi abandonar tudo que me atrasava, que não me somava e que só fazia me deprimir. Descobri que nada era de verdade e que de burra perdi a coragem pra enxergar um erro já cometido há tempos.
É, eu não sei viver de metades.

Assuntos Literários

Os Instrumentos Mortais I - Cidade dos Ossos.

5:47:00 da manhã

Me perdoem pela qualidade da imagem. Editei correndo no celular mesmo. :x
Raramente sinto dificuldade em escrever minha opinião sobre best-sellers, porque ou eles me deixam apaixonada, ou muito decepcionada. Mas a primeira obra de Cassandra Clare ficou em minhas mãos por um período de tempo razoável e voltou para a estante me deixando com a impressão de que ficou faltando alguma coisa. 

Cidade dos Ossos é o primeiro livro da série Os Instrumentos Mortais e conta a história de Clary, uma adolescente aparentemente normal que se vê presenciando um estranho assassinato e descobre que o mundo que ela conhece está rodeado de vampiros, demônios, feiticeiros e mais qualquer outra criatura que você encontra nos contos de fadas. De maneira avassaladora, a vida dela é posta de cabeça para baixo e ela se apaixona por Jace, um Caçador de Sombras muito divertido e prepotente que possui um passado tão obscuro quanto o dela. Ao voltar para casa, Clary descobre que sua mãe foi sequestrada e o livro gira em torno da busca dela e Jace para salvar sua mãe e o mundo de Valentim, uma espécie de "Adolf Hitler" do sobrenatural, que acredita em toda aquela baboseira de linhagens e afins.

Por ser um livro juvenil, eu o considerei muito bom. Tem um bom vocabulário, uma linguagem boa e um enredo bem escrito e desenvolvido, mesmo com algumas pontinhas soltas. Considero também uma leitura rápida e eu só demorei uns dois meses para lê-lo, porque ele não conseguiu me prender da maneira que eu achei que iria. A história é boa, tem bons personagens e envolve boas problemáticas de forma leve, como o homossexualismo (que me surpreendeu bastante), mas não foi algo que me envolvesse e me fizesse ter vontade de continuar a ler a série. A única coisa que me deixava animada enquanto lia era o Jace. Ele realmente vale a pena a leitura do livro. O melhor personagem, sem dúvida! Engraçado, inteligente, bonitinho, sincero e fofo. *-*
Mas repito: o livro não é ruim e eu o recomendo, sim! Mas, infelizmente, não me tocou ao ponto de querer saber o que vai acontecer depois, portanto, dei 3 estrelinhas no Skoob.

Um beijo.


autoria própria

De meios sentimentos o mundo já está cheio.

4:41:00 da manhã

O problema, menino, é que eu não gosto de metades, não consigo me comedir e vivo de "Carpe Diem". Se é pra acontecer, tem que acontecer de verdade, tem que ter rebuliço. Eu preciso de mãos tremendo, corações acelerados, respirações irregulares e olhares que dizem mais que mil palavras. Não dá pra ficar no meio-fio, bambeando na vã tentativa de se equilibrar. Não consigo me prender e segurar minhas gargalhadas, minha vontade de morder, meus cúmplices risos e minhas unhas afiadas. Porque você sabe, menino, eu sou assim. Sou puro sentimentalismo, sou de atitude e de demonstrar. E se é pra me prender, me conter e me regrar... Ah, menino, não dá.