Prólogo de uma história não terminada.

9:07:00 da tarde

Há dias em que você acorda e nada parece fazer sentido. É uma raiva infundada que cresce e a única vontade que você sente ao se olhar no espelho, é socá-lo e vê-lo se espatifando em mil pedacinhos que cortam sua mão. Acredito que isso seja menos doloroso do que a sensação que eu tenho diariamente desde que ele decidiu sair da minha vida.
É difícil descobrir que tudo o que se acreditava era uma grande mentira. É como viver rodeada de flores e ter que assistir todas elas murcharem em questão de segundos.
Exagero? Não. Para pensar que eu exagero, duvido que você saiba o que é amar alguém e não ser correspondido. Duvido que saiba o que é acreditar que todos os seus machucados seriam cicatrizados e de repente sofrer cortes ainda mais profundos.
No tempo em que fui feliz, juntei-me às pessoas que acreditavam na filosofia de que decepções são as provas mais difíceis na escola da vida, para que, ao passarmos por ela, sejamos perfeitos ao encontrar a pessoa certa.
Que estupidez!
Talvez se eu tivesse mantido meu coração sob o comando do meu cérebro, e não o contrário, eu conseguisse ser feliz por mais tempo. Não dizem que a dor da perda é muito maior do que a dor do desejo não realizado? Quem sabe eu seria mais feliz com a minha infelicidade?

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