50 Shades Of Grey

Cinquenta Tons de Cinza bem escrito?

3:17:00 da tarde


Nunca tive problema algum em ler qualquer tipo de livro e, quando digo qualquer tipo de livro, quero dizer que livros eróticos não começaram a ser publicados após E L James fazer sua fanfic quase sadomasoquista. Porém, é inegável o fato de que esse tipo de literatura ganhou um destaque maior depois que Christian Grey resolveu colocar seu corpinho à mostra e tornar público o que é capaz de fazer com uma virgem babaca. Expressões de revolta à parte (entenda porque clicando aqui e aqui), a onda dos considerados livros de "conteúdo adulto" está longe de acabar e um dos mais falados desse mar de erotismo é a série "Crossfire", escrito por Sylvia Day.
Pra começar, comprei os quatro livros da dita cuja porque sou gulosa e não resisto à uma promoção (Submarino ainda me leva à falência) e porque, assim como com "Cinquenta Tons", eu estava morrendo de curiosidade de ler o livro que tem como atrativo principal de divulgação a frase: "Mais bem escrito que Cinquenta tons de cinza." 

Juro por Santa J.K Rowling que eu tentei ao máximo começar a ler o primeiro volume da trilogia ("Toda Sua") sem estereótipos, sem preconceitos e sem julgamentos, mas não deu! As primeiras páginas do livro já remetem ao universo dos negócios e a descrição de Gideon Cross feita por Eva Tramell em seu primeiro e catastrófico encontro não são tão diferentes de Anastacia ao encontrar Christian Grey. As poucas - boas - divergências é que Eva não é uma retardada sem noção que mal sabe andar sobre os próprios pés, e sim uma mulher bem resolvida profissionalmente e sexualmente que solta meia dúzia de palavrões ao expressar todo o desejo que sente pelo "Moreno Perigoso"
As primeiras investidas de Gideon são BEM diretas, ou seja, se você está esperando um carinha cheio de medo de dizer pra mocinha que está afim de bancar o reprodutor e que vai envolvê-la romanticamente antes de bancar o selvagem... nem abra o livro! Porque tudo que falta no início dessa história é sutileza. Na real, boa parte de todo blablabla que fazem "Cinquenta Tons de Cinza" ser um livro terrivelmente grande foi dispensada por Sylvia Day, o que faz a história ser mais direta e menos melodramática também. Ou não...
Cross possui os mesmo problemas de Grey: possessivo, selvagem, ciumento, manipulador, etc... Felizmente, ele não tem gosto pelo BDSM, tem a pele mais bronzeada e o físico mais rústico também. Mas além de todos os defeitos, ele guarda um super segredo em seu passado que, somado ao segredo do passado de Eva, faz com que a relação dos dois seja cheia de altos e baixos. Até demais pro meu gosto. Porém é mais interessante porque ambos têm uma personalidade forte e são crescidinhos o suficiente pra não agirem feito dois adolescentes que nunca namoraram ninguém na vida. Eles até agem dessa forma, mas não fica tão infantil e imaturo. Sem contar que não há nenhuma "deusa interior" e as mudanças de humor do gostosão da história são mais dignas de um homem bem sucedido.

Enfim, a obra em si é realmente melhor escrita do que "Cinquenta Tons de Cinza". O vocabulário é inteligente, os diálogos são bem elaborados e mesmo as palavras de "baixo nível" são bem colocadas. Mesmo mantendo os dois personagens em pé de igualdade e com uma boa problemática, eu não gostei muito do desenvolvimento do livro e confesso que fiquei profundamente irritada com a quantidade de brigas que surgem e que acabam de maneira meio fútil e desconectada da razão pela qual começaram. O enredo não é tão criativo, apesar de ser diferente. Considero que foi pouco explorado, mas talvez isso seja apenas por se tratar do primeiro livro de uma trilogia. 

Gostaria muito de ter lido "Toda Sua" antes de me arriscar com "Cinquenta Tons de Cinza". Com certeza teria me interessado muito mais e eu conseguiria dar 4 estrelas ao invés de 3, na minha avaliação no Skoob.

Um beijo de uma leitora à procura de uma história interessante e diferente,
Tuane C.

ballet

Na ponteira #2 :: Prova de nivelamento.

8:33:00 da manhã



Estar em uma escola/academia de dança, nada mais é do que estudar para se tornar bailarino, independentemente de você querer levar isso pra sua vida profissional ou não. É claro que alguns lugares levam o fator dedicação mais a sério que do que outros, mas é claro também que o mínimo de disciplina é exigido em bons lugares - principalmente quando o assunto é ballet clássico.
A maior parte das academias de dança que conheço tem, mais ou menos, a mesma linha disciplinar, mas vou tirar como exemplo o lugar onde eu danço. Lá na academia, temos apostila teórica e ilustrada para cada nível: Preliminar, Iniciante I, II, Intermediário e Avançado. Nelas temos a parte técnica do que faremos durante o período e também a parte histórica - como os balés de repertório e nomes de importantes dançarinos e seus métodos. As provas teóricas acontecem no final de todo mês e as de avaliação e nivelamento a cada seis meses. Já nas outras modalidades - Jazz, Contemporâneo, Moderno, Afro e Street Dance - as provas são apenas semestrais e o nivelamento acontece uma vez por ano.
Okay, mas aonde eu quero chegar com tudo isso?
A verdade é que mesmo dançando há quase seis anos, eu nunca tinha feito uma prova de nível na minha vida! Como participava de um projeto social e lá a professora nos avaliava durante todo o ano, ela não julgava necessário uma prova específica pra definir quem trocaria de turma, ou não. Resumindo: estava apavorada!! Nem quando voltei a dançar, no começo do ano, eu fiz nivelamento na academia, pois sabia que estava enferrujadinha e escolhi começar no Preliminar mesmo pra pegar o ritmo de novo, fortalecer o corpo, pegar minha flexibilidade de volta e entrar completamente no método da academia. Mais uma vez: estava apavorada com a prova de nível! E pensando nisso resolvi fazer uma listinha de coisas que me ajudaram a encarar esse momento e me deram a aprovação ao final de quase uma hora e meia de tensão! hihi

OBS: Me perdoem pela qualidade da imagem. Celular meia-boca, nervosismo, tamanho Instagram... Sabem como é, né? :x
1 - Não entre em pânico! 
É óbvio, mas dificílimo de conseguir na prática! O nervosismo é super normal, mas deixar que ele te controle é furada. Tenha sempre em mente que ninguém vai te descontar pontos só porque sua perna não bate na cabeça na hora de um grand battement, ou porque seu en dehors ainda não alcança os 180º. A não ser que você esteja prestando prova para um Bolshoi da vida, a pessoa que está te avaliando sabe que cada um tem seu tempo e seus limites. O que realmente importa é a técnica usada na hora de executar os movimentos e o ritmo.

2 - Confiança e leveza, sempre!
A banca sabe que você está uma pilha de nervos e vai reconhecer isso, mas a verdade é que você não precisa confirmar o que eles já sabem. As pernas podem estar meio moles e sua sapatilha ficar mega úmida quando o avaliador te pedir pra ficar dezesseis tempos em um retiré na ponta, mas seu corpo precisa dizer "Puff! Isso é moleza! Sou diva! Sou clone da Ana Botafogo!" Uma das coisas que eu realmente aprendi na prova é que confiança é tudo.

3 - Pratique e se arrisque!
Se você tem dificuldade em determinado movimento, ou se sua flexibilidade precisa ser melhorada, treine. A maioria dos centros de dança oferecem aulas de forço e de elasticidade por fora. Se tiver disponibilidade, faça. Se não tiver, converse com sua professora e com os outros alunos e tentem ver um método de ajuda, como cinco minutinhos a mais a cada aula, ou uma sequência maior... É raro haver recusa, principalmente quando o professor é atencioso quanto ao desenvolvimento dos seus alunos.

4 - Não pare e não desista!
A lógica é que tudo que você vai fazer em uma prova de nível da própria academia, vai ser o mesmo que você faz durante as aulas. Mas é normal cair umas pegadinhas de vez em quando ou a sequência ser diferente daquela com a qual está acostumada, mas com certeza ninguém vai colocar um passo novo ou exagerar na mudança de ritmo e de tempos logo na hora da prova. Se, por alguma razão, você sentir que não sabe fazer a sequência, vale tentar uma espiadinha básica pelo espelho e executar da maneira que conseguir. Se errar, errou. O que não vale de jeito nenhum é parar no meio do caminho só porque esqueceu a sequência ou perdeu o equilíbrio. Parar e ficar com aquela cara de choro e de derrota olhando pra banca não vai resolver nada. Garanto que algum ponto você ganha por "se ajeitar" e prosseguir como se nada tivesse acontecido.

5 - Dance!
É, simples assim. Se você dança e ama o que faz, sabe que técnica e disciplina são fundamentais, mas que nada disso tem graça ou beleza se não tiver sentimento, se não tiver alma. Mesmo que seus passos não sejam executados com a perfeição que você esperava, até pelo próprio nervosismo, se a banca perceber que você está fazendo aquilo de alma e coração e dedicando o máximo de si possível, com certeza te passam para o próximo nível, te dando a chance de ampliar sua técnica e melhorar seu desempenho.

Cuidados especiais:
- Não deixe para lavar/separar o uniforme e os acessórios em cima da hora. Como qualquer prova, planejamento é essencial.
- Se puder, tenha sempre um plano B. Ou seja, duas sapatilhas, duas meias, esmalte (para colocar na meia caso ela puxe aquele fiozinho infeliz), estojinho de costura , elástico e fitas extras, mais de um par de ponteiras, esparadrapo (pra quem usa sapatilha de ponta), uma caixa de grampos para o cabelo e uma quantidade suficiente de gel para colocar as pontinhas no lugar, etc.
- Assim como o uniforme, a aparência também conta muito. Então não custa ter uma atenção especial com pele, cabelo e unhas nos dias que antecedem a prova. 

Se a reprovação for inevitável, encare como uma nova possibilidade de melhorar e consertar o que ficou errado. 
Sei que a maioria das coisas que eu coloquei são bem óbvias, mas são verdadeiras. E novamente, se sentir segurança e amor no que faz, fica tudo mais fácil, mesmo sendo difícil.  (:

Um beijo de uma aprendiz de bailarina,
Tuane C.

android

Mais aplicativos fotográficos (total free) para smartphone.

4:33:00 da tarde



Uma das coisas que me fizeram desejar loucamente um smartphone, foram os apps de fotografia. O primeiro de todos, claro, foi o Instagram. Mas a verdade é que depois que você usa ele por um tempinho, os filtros disponíveis perdem um pouco a graça e a necessidade de apps com filtros e funções diferentes - até para postar posteriormente no próprio Instagram - se faz gigante.
Eis aqui mais uma listinha dos apps que eu mais uso e não deleto de jeito nenhum!

Cymera: Esse é o que julgo mais completo e o meu favorito no momento. Ele é um aplicativo, de certa forma, fácil de usar e que tem uma das coisas que eu mais prezo em um bom aplicativo de fotografia: multi câmeras! E como se não bastasse essa belezinha fazer fotos duplas, triplas e quadruplas, ele tem o tão famoso fisheye e aquela bordinha do filme analógico também, bem típica de uma câmera da Lomo. Se você acha que já está de bom tamanho para um app completamente gratuito, agora vem a melhor parte! Além do que citei acima, as fotos saem com a mesma qualidade que entram e o bendito ainda tem vários filtros para edição, assim como as ferramentas básicas (cortar, ajeitar brilho, cor, etc) e suporta adição de brushes/carimbos na foto. Satisfeito? Tem mais!!! Dá pra tirar fotos com aquele efeito de desfoque e editar as fotos da sua galeria também! Resultado? Completamente apaixonada! <3


Labelbox: Como o próprio nome sugere, é o aplicativo perfeito pra quem adora etiquetar as fotos. Super fácil de usar e com a interface mais fofinha de todas. Super indico!


Photo Grid: Básico e completo no quesito montagem Fácil de usar e não ocupa muito espaço na memória do aparelho. Tem desde montagens básicas até aquelas mais livres e "descontraídas".


Pixrl-o-matic: Eu já falei dele na primeira vez que fiz post sob apps de fotografia, mas esse merece o repeteco. Tem cada filtro lindo, cada borda linda e cada efeito luminoso lindo também. Sem contar que as galerias dos efeitos estão sempre sendo atualizadas permitindo a utilização de itens novos e diferentes. É de graça e tem versão online, também.

Randon: Esse é bobinho, mas curioso. Vi no Lomogracinha e uma amiga me indicou também. É um app para troca de fotos. Isso mesmo, troca de fotos. Você tira uma foto aleatória e recebe uma de alguém que também usa o aplicativo e só fica sabendo de que parte do mundo a foto veio. O mesmo vale pra quem envia, você fica sabendo apenas em qual lugar do planeta sua foto foi parar, mas ninguém sabe quem tirou, só de onde ela é. É bobinho, mas é divertido, simples de usar e deveras interessante, além de eu achar um charme(?) as fotos serem obrigatoriamente redondinhas. OBS: Até agora não recebi nada maldoso ou pornográfico.

Espero que gostem! Usam algum ou tem outro pra indicar? Só comentar! 
Beijos de uma viciada em apps fotográficos,
Tuane C.

devaneios

Clichês não são clichês à toa.

7:13:00 da tarde


Já dizia minha mãe: "melhor sozinha do que mal acompanhada"...
Afinal de contas, se envolver para não se dar por inteiro não vale. Não vale dar uma chance por apenas não deixar passar, ou por respeito aos sentimentos que o outro - supostamente - tem. Não vale não sentir aquele friozinho gostoso na barriga e as mãos tremerem quando ele está por perto; muito menos vale não fechar os olhos na hora do beijo só pra ter a sensação de que os pés estão saindo do chão. E não fazer planos? Não querer mandar SMS de cinco em cinco minutos só pra dizer que está com saudades? Isso é que não vale mesmo!
Se é pra amar, que seja de verdade, que seja puro, com intensidade! Que tenha paixão, que tenha brigas bobas para que terminem em cócegas e falsos bicos de orgulho. Que se mande flores! Não importa se lindos e ornamentados buquês, ou raminhos campais roubados do muro da vizinha, mas que tenha flores! Que tenha beijos! Beijos furtados, beijos demorados, beijos engraçados, beijos na testa, no rosto, na boca, no pescoço, nos cabelos... Mas que tenha beijos sinceros! Que tenha carinho e respeito, amizade e cumplicidade e que se consiga contar até dez, fechar os olhos e entender o outro. Que tenha desejo! Desejo de estar no outro, com o outro e para o outro. Que se queira juntar os trapinhos, compartilhar as fotos, os livros, os filmes, o travesseiro... Que ele goste de te ver com uma roupa dele não só porque ficou extremamente sexy com ela, mas também porque é dele e quando ele vestir vai sentir seu cheiro em cada ponto do tecido. Que se tenha disposição pra encarar os dias nublados, as TPMs, as cólicas menstruais e os dias estressantes sem que se desconte no outro. Não. Que se desconte no outro! Mas que o desconto venha em forma de abraços, panelas de brigadeiro, noites de conchinha e cheirinhos no pescoço.
E se não é para ser assim. Se não é para ter tudo isso, se é pra ficar só nas metades, nos medos e no egoísmo das próprias vontades e dos sonhos individuais... é melhor que nem se tenha. Se não é pra preparar surpresas e presentes únicos e especiais ao invés de apenas se comprar uma roupa, um perfume, ou o que seja, no Dia dos Namorados... é melhor deitar na cama com um bom livro e uma xícara de chá morninho como todo dia e esperar pelo dia em que, sendo 12 de junho ou não, haverão presentes e declarações. Afinal de contas, quando se namora de verdade, não há data certa. "Todo dia é Dia dos Namorados."
Acredite em mim. Os clichês não mentem.

er...

Eu e as promessas que não consigo cumprir.

7:05:00 da tarde


Pois é, estou de volta. 
O problema é que estou de volta de forma incompleta. Pra quem acompanha o blog, viu que eu cheguei a publicar um post encerrando os trabalhos por aqui. Aconteceu que eu fiz um endereço novo, mas não consegui desapegar do Bobeiras. Eu apenas AMO isso aqui e me sinto em casa. Fazer um blog novo não me preencheu da maneira que eu pensei que fosse e eu acabei ficando ainda mais frustrada por não ter nem vontade de fazer novas publicações. Resumindo? Voltei, mas junto voltaram as minhas insatisfações com o rumo desse blog. Por causa disso as coisas vão mudar bastante por aqui, mas vai levar um tempinho. Pretendo aproveitar esse recesso de julho para deletar algumas publicações sem sentido, organizar os links, ajeitar o layout, etc. Por isso minha volta é incompleta.
Além de tudo que eu disse, ainda tem os probleminhas de sempre, né? Trabalho, bloqueios, problemas emocionais, falta de tempo, estudos, leitura, séries...
E, bem, eu queria pedir desculpas por todo esse transtorno. Eu sei que essa história toda de "ativa, desativa, ativa e desativa" é um porre, mas como o blog sempre foi um hobby pra mim e bem pessoal, acredito que essas coisas sejam normal (tudo bem, nem tanto assim). 
Então, meus amores, é isso! Me desculpem, mais uma vez, por toda essa confusão. Eu volto em breve, com novidades!

Beijinhos de uma garota hiper indecisa, 
Tuane C.