a ascensão do governador

Minha primeira real decepção com The Walking Dead :: O Caminho Para Woodbury

2:43:00 da tarde


Nunca pensei que demoraria tanto para ler alguma coisa feita pelo Robert Kirkman!
Quando comecei a acompanhar as HQs de The Walking Dead, quase cem edições haviam sido publicadas e eu não levei nem uma semana para devorar tudo, considerando que eu estava estudando e trabalhando e só podia ler em casa, no computador. O primeiro livro lançado sobre a série - A Ascensão do Governador - não levou mais de três dias na minhas mãos e eu fiquei ainda mais apaixonada por ver que o cara conseguia fazer maravilhas sem os desenhos dos quadrinhos. Mas dessa vez a história foi muito diferente.

Quase um ano após o lançamento oficial do segundo livro da história sobre zumbis mais famosa da atualidade, eu finalmente terminei de ler o bendito. Comprei o livro no começo do ano e comecei a lê-lo quase que imediatamente, mas só consegui terminá-lo ontem, após cinco meses!! A demora poderia ser justificada pela minha (constante) falta de tempo, mas eu li uns sete livros enquanto tentava avançar as páginas da segunda obra literária de Kirkman.

O livro conta a história de Lilly, uma sobrevivente pós-apocalipse que, após perder seu pai na primeira tentativa de salvação depois do início da praga, se junta com mais quatro sobreviventes na tentativa de continuarem vivos em um acampamento. Claro que se tudo tivesse dado certo, eles nunca chegariam a Woodbury. Então, logo depois de acontecimentos marcantes, mas bem previsíveis nas obras de Robert, o grupo chega à cidade já liderada pelo Governador. 
O problema principal do livro é mostrar um pouco da história da cidade de forma meio entediante e sem grandes fundamentos ou eventos. O amadurecimento da personagem principal, assim como os mistérios por trás da identidade do Governador, não chegaram nem perto das minhas expectativas. O próprio desenrolar da estrutura da cidade não foi mais do que uma sucessão de ataques de errantes e brigas causadas pelos ânimos ouriçados por culpa da tensão do apocalipse dos moradores. De maneira geral, acredito que o livro seja realmente interessante só para quem não acompanha os quadrinhos. A escrita continua sendo boa e a maneira como os suspenses são feitos faz da obra uma leitura rápida, que só não teve tal efeito em mim por ter esperado muito mais desse livro e não ter sido correspondida em nem cinquenta por cento das expectativas.

Espero que o terceiro volume, já com nome divulgado (A Queda do Governador) e data de lançamento prevista para o primeiro semestre do ano que vem, consiga trazer de volta a paixão avassaladora que senti por Robert Kirkman e Jay Bonansinga.

Beijinhos de uma fã decepcionada,
Tuane C.  

Assuntos Literários

Algumas coisas sobre a XVI Bienal do Livro (RJ)

7:33:00 da tarde


Demorou, mas chegou o post sobre a Bienal do Livro desse ano! \õ/
Infelizmente, eu preciso começar dizendo que não aproveitei tanto quanto a última edição, mesmo tendo comprado uma quantidade infinitamente maior de livros. Em 2011 eu só consegui ir em um dia de Bienal e visitei todos os estandes com calma, tirei muitas fotos e estava por dentro de cada coisinha que estava acontecendo no evento. Esse ano eu fui em dois dias, mas ainda fiquei com a impressão de que não fiz tudo que deveria. 

No primeiro dia (sábado, 31/08) o Riocentro estava intransitável!!! As filas eram absurdas tanto para entrar na Bienal quanto para visitar os estandes. Para os caixas então, nem se fala! Dava pra desistir de comprar qualquer coisa em espaços "famosinhos", como Intrínseca, Saraiva, Grupo Record, Leya, Rocco e Panini. Marquei de encontrar com dois amigos lá, mas só consegui encontrar uma porque o sinal de qualquer serviço de rede não estava funcionando e, se funcionava, não durava dois segundos. Mas mesmo achando que o evento estava deixando a desejar, trouxe para casa livros pro trabalho e fiz um bom garimpo na Farol, onde comprei quatro livros que pretendo ler o mais rápido possível.

No segundo dia (quarta-feira, 04/09) eu estava cheia de expectativas. Fui com o pessoal do meu trabalho e, como era dia de semana, eu estava crente, crente que conseguiria fazer tudo o que queria e aproveitar o que não tinha conseguido no sábado. Triste engano. Mesmo conseguindo fazer uma comprinha na Intrínseca, ter participado do desafio no estande da Estante Virtual e ter visitado mais espaços, novamente me deparei com uma Bienal lotada e meio bagunçada. Principalmente por estudantes! Parece que todas as escolas do Rio de Janeiro resolveram visitar o evento naquele dia!! Até meu antigo colégio estava por lá! Resumindo: não consegui ver o Maurício de Souza, mas trouxe o Sansão pra casa! 

De maneira geral, foi um evento bacana, como sempre, mas que está ficando cada vez mais popular e por isso precisa de um espaço maior, melhor organizado e dividido e com mais dias para visitação. Achei um absurdo amontoar editoras com livros jovens tão populares, cheios de lançamentos, em um pavilhão só e ainda uma colada na outra. Um outro ponto a ser ressaltado é a burrice que a Prefeitura do Rio fez com o trânsito por causa do Rock In Rio!! Se perdia mais tempo entrando e saindo da Bienal do que passeando no evento propriamente dito! Em 2011, a Bienal aconteceu no final de agosto e final de setembro e o Rock In Rio final de setembro, começo de outubro; o que deixou um espaço razoável para realização e organização de ambos com certa qualidade e sem grandes dores de cabeça. Sem contar que esse ano tivemos nomes mais conhecidos na Bienal e um número maior de estrelas literárias também. Uma das razões de eu ter enlouquecido por causa da multidão no sábado foi a visita mal organizada de Nicholas Sparks! Os livros dele estão vendendo como água e MUITA gente, mas MUITA GENTE MESMO, foi à Bienal naquele dia apenas por causa dele.




Tirando os contras de organização, os estandes estavam lindos como sempre e o que não faltou foi editora fazendo promoção para atrair os leitores loucos, mas eu senti falta de mais coisas sobre o tema do evento (Alemanha) e de mais marcadores de livros, prévias de capítulos, brindes e interatividade nos estandes. Claro que as propostas do evento foram boas. Apesar de eu não ter conseguido participar de nenhum por falta de tempo e por não ter muita paciência pra encarar as filas, eu achei interessante. Mas, novamente, repito que a Bienal precisa ser um evento cada vez mais interativo e não só um lugar onde há algumas promoções bacanas e um bom lugar para comprar livros.
Thalita Rebouças!
Vocês não acreditariam no tamanho da fila pra tirar foto nesse trono!!!

Eleito o estande mais bonito por mim e pela equipe da Bienal!!!


Não encarei quase filas pra entrar porque fui de VIP!! haha

Essa bola não é de camisinha, okay? Ganhei no estande da Google Play!


Vi pouca coisa de The Walking Dead. As HQs eu não senti nem cheiro!

Adoro a nomenclatura da organização do espaço!!!




Por fim, a edição de 2015 já foi confirmada e acontecerá nas duas últimas semanas do mês de agosto. Eu já estou aqui contando os dias e relembrando com saudade os bons momentos da XVI Bienal do Livro aqui no Rio!!

Beijos de uma endividada pela Bienal,
Tuane C.