ano novo

O que tem de tão especial no Ano Novo?

4:46:00 da manhã


Não, minha vida não irá simplesmente melhorar após as doze badaladas do relógio e nem meus sonhos se realizarão por causa da virada do calendário, mas convenhamos, todo mundo adora cheirinho de coisa nova. Seja um livro, uma roupa, tinta fresca... Novidades sempre dão aquele friozinho na barriga e fazem muita gente grande se morder com aquela ansiedade contida típica de criança quando abre embrulho de presente. 
Ah! Então é isso! É a novidade! É a criação de expectativas, a sensação de que temos mais uma chance para fazer o que ainda não conseguimos. É aquela recarga na esperança de que os dias serão mais coloridos, de que aquele seu projeto finalmente vai sair do papel e que, quem sabe, a sua listinha desse ano terá mais acertos do que rabiscos. Sim, aquela listinha que você faz no início de cada ano e que traz tanta dor de cabeça no decorrer dos 365 dias, porque você não vê como vai fazer aquilo tudo acontecer, mas acaba descobrindo que era mais fácil do que parecia. Sempre parece ser mais fácil. Tem que ser assim. A novidade tem que dar essa sensação mesmo, de que vai ser melhor, vai acontecer, vai... AGORA VAI! 
Pra quê pessimismo nessas horas? Pra quê ficar pensando que no primeiro dia do ano tudo vai estar exatamente do mesmo jeito? E se estiver do mesmo jeito? Essa sua vida está assim tão ruim? Mas e se você resolver diferenciar? Se fizer desse primeiro dia do ano um momento para marcar uma nova fase? Procurar olhar as coisas de outro jeito, com mais sorrisos, já não é uma mudança? Já não marca um novo ciclo? 

textos

Perder sem nunca ter ganhado significa não perder nada.

11:18:00 da manhã

Fiz de você morada para tantos sentimentos afoitos, loucos por liberdade e perdidos na solidão. Tentei me encontrar nos teus braços já atados, nos teus lábios duvidosos e nas suas mãos marcadas e acabei por me perder nas doces e enganosas sensações de ter alguém olhando pra mim. Tapei os olhos, atei as mãos, engoli o choro e tranquei a garganta na vã tentativa de sobreviver de migalhas e descobri, mais uma vez que eu não me contento com metades e não sei viver sem o bendito "carpe diem".
Hoje voltei a procurar pelos meus sorrisos, listar meus sonhos e encontrar satisfação no meu próprio reflexo. Decidi abandonar tudo que me atrasava, que não me somava e que só fazia me deprimir. Descobri que nada era de verdade e que de burra perdi a coragem pra enxergar um erro já cometido há tempos.
É, eu não sei viver de metades.

Assuntos Literários

Os Instrumentos Mortais I - Cidade dos Ossos.

5:47:00 da manhã

Me perdoem pela qualidade da imagem. Editei correndo no celular mesmo. :x
Raramente sinto dificuldade em escrever minha opinião sobre best-sellers, porque ou eles me deixam apaixonada, ou muito decepcionada. Mas a primeira obra de Cassandra Clare ficou em minhas mãos por um período de tempo razoável e voltou para a estante me deixando com a impressão de que ficou faltando alguma coisa. 

Cidade dos Ossos é o primeiro livro da série Os Instrumentos Mortais e conta a história de Clary, uma adolescente aparentemente normal que se vê presenciando um estranho assassinato e descobre que o mundo que ela conhece está rodeado de vampiros, demônios, feiticeiros e mais qualquer outra criatura que você encontra nos contos de fadas. De maneira avassaladora, a vida dela é posta de cabeça para baixo e ela se apaixona por Jace, um Caçador de Sombras muito divertido e prepotente que possui um passado tão obscuro quanto o dela. Ao voltar para casa, Clary descobre que sua mãe foi sequestrada e o livro gira em torno da busca dela e Jace para salvar sua mãe e o mundo de Valentim, uma espécie de "Adolf Hitler" do sobrenatural, que acredita em toda aquela baboseira de linhagens e afins.

Por ser um livro juvenil, eu o considerei muito bom. Tem um bom vocabulário, uma linguagem boa e um enredo bem escrito e desenvolvido, mesmo com algumas pontinhas soltas. Considero também uma leitura rápida e eu só demorei uns dois meses para lê-lo, porque ele não conseguiu me prender da maneira que eu achei que iria. A história é boa, tem bons personagens e envolve boas problemáticas de forma leve, como o homossexualismo (que me surpreendeu bastante), mas não foi algo que me envolvesse e me fizesse ter vontade de continuar a ler a série. A única coisa que me deixava animada enquanto lia era o Jace. Ele realmente vale a pena a leitura do livro. O melhor personagem, sem dúvida! Engraçado, inteligente, bonitinho, sincero e fofo. *-*
Mas repito: o livro não é ruim e eu o recomendo, sim! Mas, infelizmente, não me tocou ao ponto de querer saber o que vai acontecer depois, portanto, dei 3 estrelinhas no Skoob.

Um beijo.